Módulo 2: Organização de sistema elétrico de potência (SEP)
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ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP)
Módulo 3: Organização do trabalho
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ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
Módulo 4: Aspectos comportamentais
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ASPECTOS COMPORTAMENTAIS
Módulo 5: Riscos típicos no SEP e sua prevenção
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RISCOS TÍPICOS NO SEP E SUA PREVENÇÃO
Módulo 6: Procedimentos de trabalho - Análise e discussão
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PROCEDIMENTOS DE TRABALHO - ANÁLISE E DISCUSSÃO
Módulo 7: TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO
TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO
EM LINHA VIVA
Define-se como linha energia toda e qualquer instalação elétrica energizada ou sujeita ao energizamento, independentemente da classe ou nível de tensão, contrariando até então o conceito de linha viva, atribuído somente às instalações elétricas energizadas a partir da classe tensão 15KV.
Diante desse conceito, consideramos que linhas desligadas, porém não aterradas, devem ser consideradas energizadas para efeito de execução de serviços.
Para execução de trabalhos em redes energizadas, cuja classe de tensão varia entre 250V até 5KV a tecnologia, aplicada é praticamente a mesma, salvo pequenas alterações com relação aos aspectos de segurança.
O mesmo não acontece quando se trata de trabalhos em redes energizadas de tensão classe 15KV. Esse tipo de atividade requer uma tecnologia mais refinada, bem como, equipamentos específicos e, principalmente, de profissionais devidamente treinados para essa finalidade.
Podemos citar alguns serviços utilizando-se a técnica de linha viva: Em linhas e redes de distribuição até 34,5kV:
manutenção preventiva poste a poste;
substituição de postes, cruzetas e isoladores; e
substituição de chaves-faca, condutores e
Em linhas e redes de transmissão acima de 69,0kV e até 1.000kV:
substituição de cadeia de isoladores;
substituição de grampos de suspensão e de ancoragem;
substituição de espaçadores; e
substituição de outros artefatos (tensores, prolongadores, ).
Em subestações em geral:
limpeza geral das instalações e equipamentos;
execução de ‘jumpers’;
substituição de pára-raios;
manutenção de seccionadoras;
instalação, manutenção ou retirada de TPs e TCs;
revisão, reaperto ou troca de conectores;
substituição de fusíveis;
análise de óleo e funcionamento de
AO POTENCIAL
Trata-se de uma metodologia aplicável às classes de tensão de 69 a 1.000kV, isto é, como comumente conhecidas alta, extra-alta e ultra-alta-tensão, já que impõe um afastamento maior do eletricista com a parte energizadas, o que cria uma dificuldade muito maior no caso de manobras realizadas à distância. Em tensões desses níveis o campo eletromagnético é extremamente alto, e não permite o contato do eletricista com o potencial elevado sem que esteja fazendo uso de uma blindagem especial, conhecida como ‘roupa condutiva’. Essa blindagem utiliza o princípio da gaiola de Faraday, eqüalizando o potencial do eletricista com a parte energizadas, mantendo o colaborador que estiver interagindo com o sistema energizados completamente isento e inerte em relação ao campo eletromagnético. A utilização da ‘roupa condutiva’ permite que qualquer serviço nessas classes de tensão elevadíssimas seja desenvolvido com o eletricista usando suas mãos nuas, sem qualquer risco à sua integridade física, neutralizando qualquer risco que porventura seja proporcionado pela sua exposição à tamanha diferença de potencial.
TRABALHO À DISTÂNCIA.
Consiste na execução de das tarefas por meio de bastões isolantes e ferramentas adaptáveis a esses bastões, de modo que o eletricista não mantenha, em nenhum momento, contato com a rede energizada.
Esse método é mais utilizado para trabalhos com tensões acima de 15KV, que se dará através de bastões de manobra por ocasião de abertura e fechamento de chaves de faca/ fusível.
TRABALHOS NOTURNOS E EM AMBIENTES SUBTERRÂNEOS
Sendo apenas emergenciais, os trabalhos noturnos, caso venham a se realizar deverão contar, basicamente, com uma estrutura de sinalização eficiente, bem como a garantia de iluminação eficaz, dentro do que prescreve a NR 17 em seu subitem 17.5.3.3.
Somente em caso de manutenção corretiva é que o trabalho subterrâneo é realizado no âmbito da planta da sua empresa dentro do sistema elétrico de potência.
Observação: Atender todas as prescrições descritas na NR 33 – Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados.
EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS DE TRABALHO (ESCOLHA, USO, CONSERVAÇÃO, VERIFICAÇÃO E ENSAIOS)
BASTÕES ISOLANTES
São confeccionados em fibra de vidro, impregnados com resina de epoxi e guarnecidos internamente de espuma de "Poliorietano". Possuem características mecânicas adequadas a cada tipo de serviços e são fabricados para resistir a uma tensão elétrica de até 2,5KV por centímetro, o que equivale a dizer que para cada metro de bastão a tensão de isolação é 250KV, sem que haja quaisquer danos aos eletricistas. Existem uma grande variedade de bastões utilizados nos serviços de linha viva, a saber:
Bastão de Amarração com gancho rotativo
Utilização
É utilizado para amarrar e desamarrar condutores;
Deve ser submetido à inspeção visual antes de ser
Conservação
Lavar periodicamente com água e sabão neutro, bem como fazer inspeção visual, a fim de detectar possíveis falhas incompatíveis com seu funcionamento;
Acondicionar de forma adequada, tanto para armazenamento, como para
Bastão Garra
Utilização
É utilizado para afastar os condutores e mantê-los fora da área de trabalho, ou transferi-los para novas posições;
Deve ser submetido à inspeção visual antes de ser
Conservação
Lavar com água e sabão neutro, bem como fazer inspeção visual a fim de detectar possíveis falhas incompatíveis com seu desempenho;
As partes articuláveis devem ser lubrificadas com pó de grafite;
Acondicionar de forma adequada, tanto para armazenamento, como para
Bastão de Conexão
Utilização
É utilizado para interligação com grampo de linha viva (conexões com garra viva). Serve também para manipular diversos equipamentos de linha viva;
Deve ser submetido à inspeção visual antes de ser
Conservação
Lavar periodicamente com água e sabão neutro, bem como fazer inspeção visual, a fim de detectar possíveis falhas incompatíveis com seu desempenho;
Acondicionar de forma adequada, tanto para armazenamento como para
CORDAS
Utilização
É utilizada para equipar moitões e carretilhas.
Conservação
As cordas devem ser lavadas com água e sabão neutro e em seguida colocadas para secar.
São confeccionadas em dois tipos de fibra, classificadas quanto ao tipo, isto é, sintética (polipropileno, polietileno, poliéster ou nylon) ou natural (sisal ou manilha). Apesar das cordas fabricadas com fibras naturais serem de custo inferior, suas qualidades elétricas são bem inferiores que as do tipo sintético. Cordas naturais, portanto, não devem ser utilizadas em trabalhos com linha viva.
SISTEMAS DE PROTEÇÃO COLETIVA
No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas proximidades devem ser previstos e adotados prioritariamente equipamentos de proteção coletiva, Os EPC são dispositivos, sistemas, fixos ou móveis de abrangência coletiva, destinados a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros.
DISPOSITIVOS DE SECCIONAMENTO
CHAVES FUSÍVEIS
São dispositivos automáticos de manobra (conexão/desconexão),que na ocorrência de sobrecorrente (corrente elétrica acima do limite projetado) promove a fusão do elo metálico fundível (fusível), e conseqüentemente a abertura elétrica do circuito. Dessa forma quando há uma sobrecarga, o elo fusível se funde (queima) e o trecho é desligado.
CHAVES FACAS
São dispositivos que permitem a conexão e desconexão mecânica do circuito. Geralmente estão instaladas em cruzetas e são usadas na distribuição e transmissão. Existem dois tipos: mecânica e telecomandada.
DISPOSITIVOS DE ISOLAÇÃO ELÉTRICA
São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores de eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura que estão energizadas, para que os serviços possam ser executados sem exposição do trabalhador ao risco elétrico. Têm de ser compatíveis com os níveis de tensão do serviço Normalmente são de cor laranja.
Esses dispositivos devem ser bem acondicionados para evitar sujeira e umidade, que possam torná-los condutivos. Também devem ser inspecionados a cada uso.
Exemplos:
Calha isolante
Em geral são de polietileno rígido.
Mantas ou lençol de isolamento
Tapetes isolantes
Coberturas isolantes para dispositivos específicos
DISPOSITIVOS DE BLOQUEIO
Bloqueio ou travamento é a ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma ação não autorizada. Assim, dispositivos de travamento são aqueles que impedem o acionamento ou religamento de dispositivos de manobra. (chaves, interruptores). Em geral utilizam cadeados. É importante que tais dispositivos possibilitem mais de um bloqueio, ou seja, a inserção de mais de um cadeado, por exemplo, para trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção. É importante salientar que o controle do dispositivo de travamento é individual por trabalhador.
Cuidado especial deve ser dado ao termo "Bloqueio", que no SEP (sistema elétrico de potência) também consiste na ação de impedimento de religamento automático de circuito, sistema ou equipamento elétrico. Isto é, quando há algum problema na rede, devido a acidentes ou disfunções, existem equipamentos destinados ao religamento automático do disjuntor na subestação, que reconectam (religam) os circuitos automaticamente tantas vezes quanto for pré-programado e, conseqüentemente, podem colocar em perigo os trabalhadores. Quando se trabalha em linha viva, a desativação desse equipamento é obrigatória, pois se eventualmente houver algum acidente ou um contato ou uma descarga indesejada o circuito se desliga através da abertura do disjuntor da subestação, desenergizando todo o trecho. Essa ação é também denominada "bloqueio" do sistema de religamento automático e possui um procedimento especial para sua adoção.
DISPOSITIVOS CONTRA QUEDA DE ALTURA
Esporas:
Duplo T: utilizada para escalar postes duplo É de aço redondo com diâmetro de 16mm ou mais, com correias de couro.
Ferro Meia Lua (redonda): utilizada para postes de É de aço, com estribo para apoio total do pé, correias de couro, e três pontas de aço para fixação ao poste.
Espora Extensível: utilizada para escalar postes de madeira composta por haste em forma de "J" com duas almofadas.
Cestas Aéreas
Confeccionadas em PVC, revestidas com fibra de vidro, normalmente acoplado ao 'munck' ou grua. Pode ser individual ou duplo. Utilizado principalmente nas atividades em linha viva, pelas suas características isolantes e devido a melhor condição de conforto em relação à escada. Os movimentos do cesto possuem duplo comando (no veículo e no cesto) e são normalmente comandados no cesto. Tanto as hastes de levantamento como os cestos devem sofrer ensaios de isolamento elétrico periódico e possuir relatório das avaliações realizadas.
VARAS DE MANOBRA
São fabricadas com materiais isolantes, normalmente em fibra de vidro e epóxi, e, em geral, na cor laranja. São segmentos (aproximadamente 1m cada) que se somam de acordo com a necessidade de alcance.
INSTRUMENTOS DE DETECÇÃO DE TENSÃO E AUSÊNCIA DE TENSÃO
São pequenos aparelhos de medição ou detecção acoplados na ponta da vara que serve para verificar se existe tensão no condutor. Antes do início dos trabalhos em circuitos desenergizados é obrigatório a constatação de ausência de tensão através desses equipamentos. Esses aparelhos emitem sinais sonoros e luminosos na presença da tensão. Esse equipamento sempre deve estar no veículo das equipes de campo. Improvisações e o não uso de aparelhos são freqüentes na verificação da tensão, o que gera acidentes graves.
ATERRAMENTO ELÉTRICO
ATERRAMENTO ELÉTRICO FIXO EM EQUIPAMENTOS
Esse sistema de proteção coletiva é obrigatório nos invólucros, carcaças de equipamentos, barreiras e obstáculos aplicados às instalações elétricas, parte integrante e definitiva delas. Visa assegurar rápida e efetiva proteção elétrica, assegurando o escoamento da energia para potenciais inferiores (terra), evitando a passagem da corrente elétrica pelo corpo do trabalhador ou usuário, caso ocorra mau funcionamento (ruptura no isolamento, contato acidental de partes). É visível e muito comum nas subestações, cercas e telas de proteção, carcaças de transformadores e componentes, quadros e painéis elétricos, torres de transmissão, etc.
Nos transformadores, há o terminal de terra conectado ao neutro da rede e ao cabo de pára-raios.
ATERRAMENTO FIXO EM REDES E LINHAS
Quando o neutro está disponível estará ligado ao circuito de aterramento. Neste caso (freqüente) o condutor neutro é aterrado a cada 300m, de modo que nenhum ponto da rede ou linha fica a mais de 200m de um ponto de aterramento.
ATERRAMENTO FIXO EM ESTAIS
Os estais de âncora e contra poste são sempre aterrados e conectados ao neutro da rede se estiver disponível. O condutor de aterramento é instalado internamente ao poste, sempre que possível.
ATERRAMENTO DE VEÍCULOS
Nas atividades com linha viva de distribuição, o veículo sempre deve ser aterrado com grampo de conexão no veículo, grampo no trado e cabo flexível que liga ambos.
ATERRAMENTO TEMPORÁRIO E EQUIPOTENCIALIZAÇÃO
Toda instalação elétrica somente poderá ser considerada desenergizada após adotado o procedimento de aterramento elétrico. O aterramento elétrico da linha desenergizada tem por função evitar acidentes gerados pela energização acidental da rede, propiciando rápida atuação do sistema automático de seccionamento ou proteção.
Também tem o objetivo de promover proteção aos trabalhadores contra descargas atmosféricas que possam interagir ao longo do circuito em intervenção.
O aterramento temporário deve ser realizado em todos os circuitos (cabos) em intervenção através de seu curto-circuitamento, ou seja, da equipotencialização deles (colocar todos os cabos no mesmo potencial elétrico) e conexão com o ponto de terra.
Esse procedimento deverá ser adotado a montante (antes) e a jusante (depois) do ponto de intervenção do circuito, salvo quando a intervenção ocorrer no final do trecho. Deve ser retirado ao final dos serviços.
DISPOSITIVOS DE SINALIZAÇÃO
A sinalização é um procedimento de segurança simples e eficiente para prevenir acidentes de origem elétrica.
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TÉCNICAS DE TRABALHO SOB TENSÃO
Módulo 8: NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS
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NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS
Módulo 9: POSTURA E VESTUÁRIOS DE TRABALHO
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POSTURA E VESTUÁRIOS DE TRABALHO
Módulo 10: Primeiros socorros
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Primeiros socorros
Módulo 11: ACIDENTES TÍPICOS - ANÁLISE, DISCUSSÃO E MEDIDAS DE PROTEÇÃO
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ACIDENTES TÍPICOS - ANÁLISE, DISCUSSÃO E MEDIDAS DE PROTEÇÃO